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O Hostel Paulista

Não morra sem: entender São Paulo
São Paulo tem a Avenida Paulista, uma moça com óculos de grau, que adora arte e barulho, que nos espia por prédios hiperativos, que carrega o fardo da anfitriã. 
Tem aquela bairro-senhora, a Vila Mariana, da nostalgia idosa, dos pés de romã e casinhas com cores descascando: um abraço de vó.
São Paulo tem a Pompeia, aquele bairro que corre em 60 graus, que tem gente falando alto, tem blues e copaíbas, tem palmeirenses mil.
São paulo tem o Bixiga: bairro do calor afetivo, do gosto de manjericão, das mamas braçudas, da vibração confortável, do amor pomodoro.
São Paulo tem a 25 de Março, rua suada, que carro não tem vez, dos catálogos de Nike pirata, de aparelho que faz massagem sem permissão, de preços bananas.
São Paulo tem o Ibira, parque sarado e sem-camisa que adora uma bicicleta. Tem a Vila Madalena, moça de saia com tênis, que não alcança as amoras do pé e pede sem ensaios pro moço do lado ajudar.
São Paulo é cidade-sede dos paradoxos, mas não da pra generalizar.